Mostra de Cinema de SP: 35 filmes dos países nórdicos

Mostra de Cinema de SP: 35 filmes dos países nórdicos

Começou nesta quinta-feira (22) a 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O foco desta edição é “Países Nórdicos”, por isso o Vermelho selecionou 35 filmes, todos lançados em 2015 e produzidos ou coproduzidos na Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Nesta seleção entra o novo trabalho da diretora brasileira Petra Costa, Olmo e a Gaivota,resultado de uma parceria entre Brasil, Dinamarca, Portugal e França.

Divulgação

Cena do filme <i>Mulheres vestindo camisa de homens</i>

Cena do filme Mulheres vestindo camisa de homens

A mostra segue até o dia 4 de novembro. Os filmes e documentários são exibidos em 21 cinemas em diversas regiões da capital paulista e os ingressos tem variados preços entre R$0,50 e R$20. Também é possível comprar pacotes fechados.

Informações sobre a compra de ingressos, programação completa e locais de exibição podem ser encontradas no site oficial da Mostra.

Veja a lista completa: 
1001 gramas (Bent Hamer)
Quando a cientista norueguesa Marie vai a Paris participar de um seminário para discutir o real peso de um quilo, é sua própria medida de decepção, mágoa e amor que acaba na balança. Marie, então, é forçada a refletir sobre o quanto a vida humana realmente vale e em quais medidas ela quer basear sua existência.

A Redação em Off (Mikala Krogh)
O mundo do jornalismo impresso está ameaçado pela crise financeira, conforme a circulação cai e as finanças das corporações vacilam. A imprensa da Dinamarca também é marcada pela crise, e o jornal Ekstra Bladet enfrenta a pior de sua história de cem anos. Os leitores passaram para a internet e estão falindo os jornais impressos. Até agora, ninguém descobriu como ganhar dinheiro com as notícias na web. Todos os dias, o Ekstra Bladet compete com outros jornais por leitores e boas histórias. A batalha é dura. O filme é um retrato de um tabloide entrando em uma nova era.

Brindgend (Jeppe RØnde)
Sara e seu pai, Dave, mudam-se para uma pequena aldeia assombrada por suicídios entre seus jovens habitantes. A garota se apaixona por um adolescente local, Jamie, enquanto Dave, novo policial da cidade, tenta acabar com a misteriosa série de suicídios.

Chave Casa Epelho (Michael Noer)
Lily e Max estão casados há 50 anos. Agora, vivem em um asilo, onde Max conta com ajuda profissional desde que sofreu um derrame. Lily deixou suas próprias necessidades de lado e sente falta de alegria e intimidade em sua vida. Quando um homem conhecido como “o piloto” muda para o quarto ao lado, Lily imediatamente se encanta por ele e por sua paixão pela vida. Mas nem sua família, nem os outros moradores do local gostam de seu novo colega. Incompreendida pelos familiares e presa à sua vida com Max, Lily decide lutar para escapar das barras invisíveis de sua prisão e reivindicar sua liberdade.

Men e Chicken (Anders Thomas Jensen)
Gabriel, um professor universitário esgotado, e Elias, um homem que passa os dias se masturbando, são dois irmãos muito diferentes. Ao receberem a notícia da morte de seu pai, descobrem que ele não era, de fato, seu parente biológico. Os dois são surpreendidos ao saber que seu verdadeiro pai vive na ilha Ork e partem para o local. Lá, conhecem três meios-irmãos, Franz, Josef e Gregor. Mas o primeiro encontro entre eles não sai exatamente como esperado.

Em seus braços (Smanou Acheche Sahlstrom)
Maria é uma jovem e cuidadosa enfermeira que deseja ser livre. Niels tem uma doença incurável e quer viajar à Suíça para cometer suicídio assistido. Juntos, eles embarcam em uma intensa jornada que os aproxima, além de deixá-los mais perto de seus sonhos.

Guerra (Tobias Lindholm)
O comandante Claus Michael Pedersen e seus homens estão em uma província afegã. Enquanto isso, na Dinamarca, sua mulher, Maria, tenta manter a vida cotidiana com um marido na guerra e três filhos que sentem a ausência do pai. Durante uma missão de rotina, os soldados são pegos em um perigoso fogo cruzado. A fim de salvar sua equipe, Claus toma uma decisão que tem graves consequências para ele – e para sua família.

O idealista (Christina Rosendahl)
21 de janeiro de 1968. Um bombardeiro americano carregando ogivas nucleares cai em gelo polar próximo à base aérea dos EUA em Thule, Groenlândia, território controlado pela Dinamarca. Alguns dias depois, governos responsáveis classificam a queda como acidente nuclear, mas afirmam que a situação está sob controle. Centenas de trabalhadores de Thule ajudam na operação de limpeza, e em oito meses não há mais sinal da aeronave que caiu ou de neve contaminada por plutônio. Dezoito anos depois, o jornalista Poul Brink encontra evidências suspeitas relacionadas ao acidente. Aparentemente, a história completa sobre o desastre está bem protegida sob o gelo e nos arquivos sigilosos dos EUA.

Olmo e a Gaivota (Petra Costa e Lea Glob)
Olmo e a Gaivota é uma travessia pelo labirinto da mente de Olivia, atriz que se prepara para encenar A Gaivota, de Tchekov. Quando a peça começa a tomar forma o que parecia ser encenação revela-se como a própria vida. Ou seria o inverso?

Vencedor do prêmio do Júri Jovem no Festival de Locarno.

Pardais (Rúnar Rúnarsson) 
Ari, um garoto de 16 anos que mora com a mãe em Reykjavík, é enviado de volta à remota região de Westfjords para ficar com o pai, Gunnar. Os dois têm um relacionamento difícil e Ari percebe que seus amigos de infância mudaram. Em um ambiente em declínio e sem esperança, ele precisa encontrar seu caminho.

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme no Festival de San Sebastián.

Rosita (Frederikke Aspöck)

Johannes vive com seu pai, Ulrik, um viúvo de meia-idade, em uma pequena cidade de pescadores no norte da Dinamarca. Eles têm uma rotina tranquila, cada um cuidando de seu trabalho na indústria pesqueira. Ulrik sente falta do amor e do carinho de uma mulher e, assim como fizeram muitos homens da cidadezinha, providencia para que a bela jovem filipina Rosita seja enviada à Dinamarca. Johannes reluta, mas se envolve na questão como tradutor de Ulrik. Com o tempo, Johannes e Rosita se sentem cada vez mais atraídos um pelo outro, o que força o rapaz a assumir a responsabilidade por seus sonhos e por seu futuro.

Terra de Minas (Martin Zandvliet)
Em maio de 1945, dias depois da rendição da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, um grupo de prisioneiros alemães é levado à Dinamarca e forçado a desarmar dezenas de milhares de minas terrestres colocadas na costa do país pelas forças alemãs. No comando do grupo está o sargento dinamarquês Carl Leopold Rasmussen, que, como muitos compatriotas, guarda rancor dos alemães após cinco anos de invasão. Ele desconta sua raiva nos prisioneiros até que um trágico acidente o faz mudar seu ponto de vista, mesmo que talvez seja tarde demais.

Virgin Mountain (Dagur Kári)

Fúsi é um quarentão que ainda não encontrou coragem para entrar de vez no mundo dos adultos. Ele parece perambular em sua monótona rotina. Quando uma mulher vibrante e uma garota de oito anos entram, inesperadamente, em sua vida, Fúsi é forçado a mudar.

A jovem rainha (Mika Kaurismäki)

Durante o século 17, a rainha Cristina está determinada a modernizar a Suécia. Criada como um príncipe sob rigorosa educação luterana, a rainha enfrenta grande resistência tanto em sua missão modernizadora como em acabar com a sangrenta Guerra dos Trinta Anos, entre protestantes e católicos. Em meio a isso, ela se esforça para entender o amor que sente por sua dama de companhia, a condessa Ebba Sparre. Dividida entre conflitos de aspirações políticas e pessoais, Cristina opta por tomar uma das decisões mais controversas da história.

A parteira (Antti J. Jokinen)

Durante a Guerra da Lapônia, conflito entre a Alemanha e a Finlândia no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, a parteira Helena se apaixona por Johannes, um oficial do serviço secreto alemão. Baseado no romance de Katja Kettu.

A Volta (Mika Kaurismäki)

Tiina e Tomi decidem abandonar a vida frenética de Helsinki e se mudar para a pequena e costeira terra natal de Tiina. Ela quer retomar o relacionamento com o pai, Urho, e por meio da paisagem familiar de sua infância, reencontrar seu verdadeiro eu. Tomi também aguarda ansiosamente por uma rotina tranquila com a nova família e com Emilia, sua filha adolescente. O plano parece perfeito —até que tudo começa a dar errado.

Absolvição (Petri Kotwica)
Quando a esposa de Lauri, Kiia, entra em trabalho de parto prematuro de seu tão esperado filho, eles aceleram o carro em uma estrada escura para chegar ao hospital o mais rápido possível. De repente, o automóvel parece bater em algo, mas Lauri quer seguir em frente e salvar sua família. No hospital, Kiia faz amizade com Hanna, uma mulher cujo marido está em coma, vítima de um motorista que não prestou socorro. Quando a verdade vir à tona, será tarde demais para o perdão?

Duas Noites (Mikko Kuparinen)
Caroline, uma arquiteta francesa, está em Vilnius, capital da Lituânia, em uma viagem de negócios, e precisa passar uma noite a mais na cidade para uma reunião de trabalho. No bar de seu hotel, conhece Jaakko, um DJ finlandês que está em Vilnius para se apresentar. Caroline não fala inglês, o rapaz não fala francês. Embora os dois tenham dificuldade para comunicar-se, aproveitam a companhia um do outro e terminam a tumultuada noite juntos no quarto de Jaakko.

O Esgrimista (Kaus Härö)
Fugindo da polícia secreta russa, um jovem esgrimista estoniano é forçado a voltar para o seu país, onde acaba se tornando professor de educação física em uma escola local. Inspirado na história real de Endel Nelis (1925-1993), um famoso mestre de esgrima da Estônia.

Outras garotas (Esa Illi)
A história de quatro garotas de 18 anos: Jessica, Jenny, Taru e Aino, que conforme se aproximam da vida adulta, perdem a inocência e, às vezes, a fé. O filme é baseado em acontecimentos reais: em 2011, quatro garotas de Helsinki mantiveram diários em vídeo sobre suas vidas, durante o período de um ano.

Que viva, Eisenstein! – Dez dias que abalaram o México (Peter Greenaway)

Em 1931, no auge de seu poder artístico, o cineasta soviético Sergei Eisenstein viaja ao México para rodar um novo filme, Que Viva Mexico. Recém-rejeitado por Hollywood e sob crescente pressão para retornar à Rússia de Stálin, Eisenstein chega à cidade de Guanajuato.

O retorno (Björn Hlynur Haraldsson)
Gunnar, um sociólogo na casa dos 50 anos que já escreveu inúmeros livros de autoajuda, vive em uma bela casa com Dísa, sua mulher. Apesar da experiência de Gunnar, seu relacionamento está abalado. David, 25, seu filho único, volta de suas férias com uma nova namorada, a bela, educada e inteligente Sunna. No entanto, ao conhecer a garota, Gunnar é forçado a enfrentar um segredo obscuro.

Ovelha negra (Grímur Hákonarson)
Em uma remota área rural da Islândia, os irmãos Gummi e Kiddi vivem lado a lado cuidando de suas ovelhas e carneiros. Embora dividam a terra e o estilo de vida, eles não se falam há 40 anos. Quando uma doença letal atinge o rebanho de Kiddi, autoridades decidem abater todos os animais da região para conter uma epidemia. Muitos fazendeiros abandonam o local, mas os dois irmãos não desistem tão fácil. Conforme as autoridades se aproximam, eles precisarão se unir para salvar os animais —e eles mesmos— da extinção.

Vencedor da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes.

O desaparecimento do ilusionista (Bobbie Peers)
Em pleno inverno, o ilusionista alemão Dirk Ohm chega à pequena cidade de Grong, um lugar tenso desde o sumiço de uma jovem local, Maria. De repente, Dirk se vê buscando a garota de um lado a outro com os moradores; e lentamente vai se apaixonando pela menina desaparecida. Na solidão do hotel, ele acredita na ilusão de uma relação amorosa —e Maria se torna mais real do que todo o resto.

Voltando para casa (Henrik Martin Dahlsbakken)
Einar volta para a família na Noruega depois de servir no Afeganistão por quase um ano. O filho mais velho, Oscar, assumiu a responsabilidade pelo mais novo, Frederik, uma vez que a mãe deles passou a maior parte do tempo doente. Quando Einar desaparece durante uma caçada nas montanhas, os irmãos são forçados a procurar seu pai ausente.

Homesick (Anne Sewitsky)
Quando Charlotte, 27, vê o meio-irmão Henrik, 35, pela primeira vez na vida adulta, este se torna um encontro sem limites entre duas pessoas que não sabem o que é uma família normal. Como um amor fraternal se manifesta se você nunca o experimentou antes?

Mulheres vestindo camisa de homens (Yngvild Sve Flikke)
O filme segue três mulheres em uma busca quase desesperada por elas mesmas e por felicidade: a estudante de literatura Sigrid, que se apaixona perdidamente por um famoso escritor; a desinibida artista performática Trine, que está prestes a ficar famosa —por isso, é muito inconveniente que esteja grávida de um curador ausente; e Astrid, que trabalha em uma fábrica e, por pensar que vai morrer em breve, quer contatar o filho que deu para adoção.

Aeróbica, uma história de amor (Anders Rune)
Janne está obcecado em se tornar um produtor de programas televisivos. Sua mulher o deixou e partiu com o filho dos dois, e ele vive deprimido em seu flat, sobrevivendo de seguro-desemprego. Maria mora com a irmã, Helen, e com o namorado dela, um fisiculturista de poucas palavras. Helen tem a guarda de Maria, mas quer mais privacidade e sofre ao considerar enviá-la a um lar para pessoas com deficiência. Já Maria está em busca de amor. Usando a foto da irmã, ela cria um perfil em um site de namoro. Na internet, Janne e Maria se encontram —e suas vidas se transformam imediatamente.

Flocking (Beata Gardeler)

Uma pequena comunidade sueca parece idílica, mas apenas na superfície. Quando Jennifer, de 14 anos, afirma ter sido estuprada pelo colega de classe Alexander, tudo muda. O rumor se espalha rapidamente e cada vez mais gente acredita que Jennifer está mentindo. É o início de um caso de perseguição de uma comunidade contra uma garota e sua família. Provas ou decisões da Justiça não significam nada em um lugar onde as pessoas estabelecem as próprias leis e regras. O mais importante é permanecer com o grupo.

Girls Lost (Alexandra – Therese Keining)
Kim, Bella e Momo são três garotas de 14 anos que descobrem uma flor fantástica, de qualidades mágicas: ao beber seu néctar, elas se transformam em meninos e entram em um novo mundo. No início, elas gostam da recém-descoberta liberdade, mas logo Bella e Momo percebem que há desvantagens. Kim, porém, fica seriamente viciada.

Minha irmã magra (Sanna Lenken)
Stella acaba de entrar no empolgante mundo da adolescência e descobre que Katja, sua exemplar irmã mais velha, esconde um transtorno alimentar. Aos poucos, a doença vai destruindo a família.

Vencedor do prêmio Urso de Cristal no Festival de Berlim.

O Círculo (Levan Akin)
Em uma noite em que a lua aparece vermelha no céu, seis adolescentes se veem em um parque abandonado, atraídas por um poder misterioso. Elas são as “escolhidas”, um grupo de bruxas com poderes mágicos que precisam aprender a trabalhar juntas —apesar das diferenças— para salvar o mundo.

The here after (Magnus Von Horn)

Quando John retorna para a casa do pai após cumprir pena na prisão, ele aguarda ansiosamente o recomeço de sua vida. No entanto, na comunidade local, o crime que cometeu não é esquecido nem perdoado. A presença de John traz à tona o pior de todos ao seu redor e, lentamente, uma atmosfera de linchamento popular começa a tomar forma. Sentindo-se abandonado por seus antigos amigos e pelas pessoas que ama, o rapaz perde a esperança e começa a sentir os mesmos impulsos agressivos que o mandaram à cadeia. Incapaz de deixar seu passado para trás, ele decide confrontá-lo.

The paradise suíte (Joost Van Ginkel)
As histórias de seis pessoas que se cruzam e influenciam as vidas umas das outras de forma irreversível: Jenya, uma jovem búlgara; Yaya, um homem africano; Ivica, um criminoso de guerra sérvio; Seka, uma mulher bósnia; Lukas, um pianista sueco; e o pai dele, Stig.

Vovó está dançando na mesa (Hanna Sköld)
Eini tem 13 anos e vive isolada da sociedade em uma cabana na floresta junto com seu pai controlador e abusivo. Histórias sobre a sua avó, além de sua própria imaginação, permitem que a garota crie um mundo interior e encontre força para sobreviver.

Do Portal Vermelho, Mariana Serafini

Cara Gente Branca (Dear White People)

Cara Gente Branca (Dear White People)Não é tarefa fácil encontramos um filme LGBTQ+ que trate de questões mais profundas que a sexualidade de seus protagonistas. Longe de desmerecer qualquer luta, não há como negar que pertencer a este grupo e a outro, que sofra tantas ou mais repressões da sociedade tradicional, não é algo fácil. Mulheres, pobres, negros, deficientes físicos, imigrantes regionais e outras minorias também são alvo desses opressores. Filmes que tratam dessas minorias existem? É óbvio que sim, mas Cara Gente Branca parece ter feito muito bem a lição de casa.

Por  Duílio Lima Do Portal Fórum

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A comédia dramática, se assim podemos classifica-la, se passa em uma conceituada universidade dos EUA, mais precisamente Winchester University, onde os alunos brancos decidem dar uma festa bem preconceituosa sobre a raça negra. O que eles não contavam é que Sam White (Tessa Thompson), Troy Fairbanks (Brandon P. Bell), Lionel Higgins (Tyler James Williams) e Coco Conners (Teyonah Parris) começariam uma grande mobilização que questionaria e enfrentaria não só alunos, mas toda a instituição.

Dirigida e escrita pelo novato Justin Simien,  seu primeiro longa produzido, Dear White People é uma sátira escancarada do racismo e da hipocrisia do politicamente correto e tolerante em respeito da diversidade racial. O roteiro, construído de maneira inteligente e bem humorada, consegue tocar em uma ferida que persiste até hoje nos EUA e que também é refletida no Brasil, a de um racismo velado e de um falso mito da “democracia racial”. Imaginem o quanto é difícil se adaptar a uma sociedade que ainda continua racista, mas que tenta pregar que isso não existe.

E mais ainda é ver uma sociedade branca, hipócrita, que insiste em um “racismo às avessas”, onde eles são os excluídos. É impossível assistir esse filme e não fazer conexões com o que vemos aqui no Brasil, inclusive nos momentos em que a imagem do negro é estereotipada. Associar todos esses discursos aos utilizados hoje para irem defesa da cristofobia e heterofobia também não é mero acaso. Isso mostra como todo texto é atual e como ele se encaixa perfeitamente a toda e qualquer minoria ou grupo de excluídos. Ilê Aiyê!

É fascinante ouvir os discursos de Samantha na rádio da universidade todos os dias, alfinetando e se colocando como a pedra no sapato daqueles que mais se incomodam com a presença dos negros naquele espaço. Suas apresentações e argumentações são algo que todos deveriam saber. A própria Sam tem seu programa acusado de racismo e sem deixar o enredo cair consegue dar uma resposta a altura ao seu público, deixando seus opressores sem reação. A protagonista não luta só pelos negros, mas ela está ali também como uma ativista feminista, que defende também o papel da mulher na sociedade.

Ela é irônica, sarcástica, inteligente, astuta e convicta de tudo que fala e faz. Não acho incoerente associá-la a figura de Angela Davis, frente aquele campus tão hostil e falso. Tessa Thompson passa tudo o que esperávamos ver dessa personagem, alguém com uma personalidade forte, que não mostra medo e nem se curva para os poderosos e isso só um artista que consegue imergir muito bem na história consegue realizar. Não que os outros atores não desempenhem bem seu papel, Tyler James Williams (o Chris, de Todo Mundo Odeia o Chris), por exemplo, mostra como é difícil ser negro e homossexual, algo tão denso como a situação de Sam, mulher e negra, mas suas histórias são quase que secundárias, e ainda assim fundamentais para a ideia e mensagem que o texto desejar passar.

Em um aspecto um pouco mais técnico, o filme não tem grandes efeitos. As transições de uma cena para outra, às vezes, podem confundir o público, mas nada que desagrade. A fotografia não é ruim, mas também não é algo que faça cair o queixo, e que em minha opinião, poderia sim ser mais bem feita, como por exemplo, no discurso que Sam faz no auditório e durante a tal festa “afrodescendente”. Todavia, a verdade é que a história é tão boa, que faz você deixar todos esses aspectos de lado.

Nota5

Não há menor sombra de dúvidas que esse filme merece e precisa ser assistido e não só uma vez. Cada vez que assisti-lo, irá perceber aspectos e nuances diferentes sobre a questão por ele abordada, como se novos símbolos fossem descobertos a cada nova leitura. Se você é negro, mulher, gay, trans, ou pertencente a qualquer outra minoria, saiba que é uma parada obrigatória e, caso não seja nenhum deles, também não deixe de assistir, afinal, se você chegou até aqui não vai ser agora que irá desistir.

O longa está disponível no Telecine On Demand até o final de novembro e pode ser assistido dublado ou legendado.

Quer saber mais sobre filmes? Acompanhe nossa coluna A Bonequinha Viu… toda quinta, aqui n’Os Entendidos. Não esqueça de curtir também a nossa fanpage!

Dor negra, bem-estar branco

Dor negra, bem-estar brancoSe a História é a memória oficial de um povo, a brasileira certamente não dá o merecido valor a contribuição dos africanos sequestrados até aqui. A começar pelos pouquíssimos registros que se tem das terríveis experiências vividas por esses negros escravizados.  O silenciamento dessas vivências nos permite somente imaginar o quão doloroso foi essa experiência, pois nos impede de acessar o horror através dos olhos de quem conseguiu resistir e se fazer ouvir.

Por Fabricio Longo Do Portal Fórum

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Essa ausência de vozes negras permanece ainda hoje, tanto na mídia quanto nos quadrinhos, na literatura, nas artes visuais e outras tantas formas de expressão. Contudo esse vácuo afeta principalmente os saberes teóricos sobre o nosso passado, o impacto psicológico provocado e até mesmo o nosso posicionamento na sociedade. Apesar de alforriados, negros ainda somos vistos, principalmente pelos narradoresoficiais da trajetória brasileira, como objeto: de análise, de controvérsia, de escárnio etc. Assim como para boa parte da sociedade o negro ainda representa o Outro – a ser evitado, temido, desejado, exibido, controlado ou silenciado.

Como os eventos históricos geralmente são relatados pelos vencedores, isto é, por aqueles que causaram mais sofrimento, fica bastante fácil entender como vozes negras — assim como de outros segmentos historicamente oprimidos pelas sociedades — são impedidas de se pronunciar sobre os efeitos das opressões que já sofreram e presentemente sofrem. Parte disso se dá pela crença científica de que a dor anularia o senso crítico, de que vítimas de opressão seriam incapazes de compartilharem suas perspectivas sem prejudicar a suposta imparcialidade da versão oficial dos fatos.

Assim, todos acabamos aprendendo que o homem branco é sempre o mais indicado a falar por todos e para todos, como também é o único a ser redimido do legado de culpa de seus ancestrais, que praticaram todo tipo de crimes contra a humanidade em nome de uma civilização superior. Dessa forma, esses homens brancos ao se apropriarem das manifestações de sofrimento e resistência acabam sendo redimidos das barbáries que os seus iguais cometeram pois,benevolamente, assumiram o papel de observadores críticos empenhados em registrar o passado isentos de sentimentalidade.

Portanto, caso ainda seja incompreensível porque se argumenta que a povo negra nunca foi devidamente incorporado pela sociedade que o explorou (até serem legalmente impedidos de), basta compreender o que jaz no constante desconforto que a menor menção — sobre as consequências de séculos de doutrinação racista — provoca em pessoas que se identificam brancas. Basta observar o que se esconde na já previsível dificuldade e latente falta de empatia que muitas delas têm em lidar com as imagens de sofrimento negro que trouxeram benefícios aos seus antepassados.

[TW: Privilégios]  Tendo sido donos de escravos ou abolicionistas, imigrantes europeus pobres ou colonos desterrados, brancos nunca foram desumanizados, pois o sistema racista criado na época colocava toda e qualquer eurodescendente branco em uma situação de privilégio social, econômico, intelectual, estético e cultural em relação aos afrodescendentes – forros ou não. Por mais explorados que tenham sido os europeus e asiáticos que por aqui desembarcaram, quase nenhum deles pode dizer que veio traficado até aqui, ou que foi arbitrariamente apartado de suas origens culturais, linguísticas, espirituais e familiares, ou que nunca lhes foram, ao menos, prometido recompensação alguma. Isso sem esquecer opequeno detalhe de jamais foram coisificados jurisdicionalmente. [/TW]

Dito isto, é curioso perceber como parece haver um consenso entre muitas pessoas brancas de que negros deveriam deixar tudo para trás, quando na verdade é impossível superar uma dor que nunca pôde ser livremente expressada — seja por ser doloroso lembrar, por analfabetismo, por censura ou por medo das consequências sociais. Por se tratar de um sofrimento que permanece sendo impedido de se debater. Embora não haja mais a ameaça de chibatadas ou outros métodos de tortura psicológica ou física, a maior exigência que ainda se faz a pessoas negras nunca deixou de ser o silêncio. Mesmo quando amarradas a um tronco, pessoas negras dificilmente eram vistas como vítimas, mas sim como eternas responsáveis pelo próprio infortúnio — #vitimização. Ao mesmo tempo em que pessoas brancas sempre desfrutam da integral capacidade de açoitar vidas pretas, assistir ao açoite ou virar o rosto.

Se hoje a dor dos judeus choca é porque — além do Holocausto ser fruto da monstruosidade do nazismo —,  os sobreviventes puderam registrar suas histórias em depoimentos oficias e não. Enquanto que a nossa (dor) gera piada porque omal-feitordessa história é o próprio povo responsável pela barbárie. O que de fatocomplica a transição até que os ex-escravizados sejam aceitos plenamente como iguais — dignos dos mesmos círculos sociais —,  porque isso implicaria em aceitar osderrotados colonizados na mesma mesa que até bem pouco só podiam servir.

Pra deixar escuro, generalizo em grupos porque a partir do momento em que um continente inteiro se uniu para enriquecer as custas do sofrimento e coisificação — sem precedentes — de outro, afim de colonizar um terceiro continente, cujos habitantes foram dizimados com o mesmo propósito, é até cruel achar que as consequências e as responsabilidades disso podem ser individualizadas. Assim, da forma que pessoas negras devem se unir para remover as mordaças históricas e reivindicar oportunidades mais iguais, pessoas brancas deveriam compartilhar a responsabilidade de estarem no topo de uma hierarquia racista idealizada precisamente para privilegiá-las.

Por isso que enquanto pessoas brancas se esquivarem de qualquer responsabilidade sobre o assunto, sem deixarem de aceitar os espólios herdadoscoletivamente a custa dos mesmos sangue que insistem em lavar das mãos, todo o mal causado talvez jamais seja expurgado. Enquanto a maioria das pessoas brancas não entenderem que em todo pedido para esquecermos, ou falarmos sobre outra coisa há um resquício de sinhô e de sinhá, essa página não tem como virar. Enquanto a dor acumulada de pessoas negras valer menos que a possibilidade de desconforto – não de tortura – de pessoas brancas não dá pra aceitar esse papo de que somos todos iguais. Favor Não insistam mais.

Carlo Tecce – il Fatto Quotidiano (tradução do IHU):
A declaração foi do cardeal brasileiro Cláudio Hummes, que é um caro amigo e o primeiro aliado do Papa Francisco. O brasileiro foi arcebispo de São Paulo, o argentino de Buenos Aires: os cardeais sul-americanos mais admirados no Vaticano. Ambos papáveis em 2005. No segundo Conclave, Bergoglio foi eleito.

34765 – John Reed morreu há 95 anos

António José André – Esquerda.net:
Autor do famoso livro ‘Os dez dias que abalaram o mundo’, A popularidade de Reed como líder revolucionário levou à criação de clubes ‘John Reed’ nos Estados Unidos. A sua vida foi objeto do filme ‘Reds’ (1981), protagonizado por Warren Beatty. Por António José André.

Pedestres e ciclistas poderão utilizar a via livremente das 9 às 17 horas. Moradores da capital já passaram pela experiência duas vezes.

Via iG São Paulo em 15/10/2015

A partir de domingo, dia 18/10, a avenida Paulista ficará fechada para veículos durante todos os domingos, decretou a prefeitura de São Paulo. Os pedestres e ciclistas poderão utilizar a via livremente das 9 às 17 horas.

Em 28 de junho, na inauguração da ciclovia da Paulista, e em 23 de agosto, na abertura da ciclovia da avenida Bernardino de Campos, os paulistanos já puderam passar pela mesma experiência quando a ciclovia foi inaugurada. Por ali, alguns aproveitaram para fazer piquenique, crianças andaram de triciclo e skatistas desfrutaram do espaço para treinar.

A decisão ocorreu após um acordo entre o prefeito Fernando Haddad e o Ministério Público. Segundo a prefeitura, os moradores que residem em casas e prédios da via terão acesso garantido às suas residências. Os hospitais da região também estarão acessíveis aos domingos.

Os moradores deverão ser acompanhados por agentes da CET até a primeira esquina onde será possível fazer a conversão e terão que respeitar a velocidade máxima de 10 km/h. Para chegar aos hospitais, os motoristas deverão acessar as ruas transversais. No caso do Santa Catarina e do clube Homs, haverá uma faixa de acesso exclusiva.

De acordo com a recomendação do MP, um acordo firmado com a prefeitura em 2007 limitava o fechamento da Paulista apenas três vezes por ano: Parada Gay, Corrida de São Silvestre e o Réveillon.

A avenida Paulista é a primeira entre as demais ruas que deverão ser abertas aos domingos. A previsão é que outras vias em regiões periféricas, que estão em processo de audiência pública, também tenham uma rua para lazer.

Foto de André Tambucci / Fotos Públicas.

Leia também:
Coletânea de textos: Prefeito Fernando Haddad enfrenta a máfia demotucana
Arquivado em:Brasil, Política

Eduardo Cunha tira do ar programa premiado da TV Câmara

Cláudio Lessa, diretor nomeado por Cunha e que mantém um blog anti-pt, retirou do ar o programa Participação Popular, uma das principais atrações do canal.

 Carta Maior – Luciana Lima, publicado originalmente no Poder on-line
Antonio Cruz / Agência Brasil

O diretor-executivo da secretaria de Comunicação da Câmara, Claudio Lessa, nomeado recentemente pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, decidiu retirar do ar o programa Participação Popular, uma das principais atrações da TV Câmara.
A última edição foi ao ar na sexta-feira (9), para surpresa da equipe do programa que já conta com 300 edições e no ano passado ganhou o prêmio engenho de Comunicação na categoria Inovação.
Não houve aviso da decisão, nem para a equipe nem para os telespectadores, que ao assistir o programa não sabiam que seria o último.
O apresentador Fabrício Rocha, que é jornalista concursado da Câmara Federal, é filiado ao PSOL, mesmo partido que entrou com representação no Conselho de Ética pedindo a cassação de Cunha. Este é o motivo alegado nos bastidores. Lessa é também funcionário de carreira da Câmara e mantém um blog dirigido a críticas ao PT.
O PSOL encabeça o rol de partidos que pede a saída de Cunha da Presidência da Câmara, principalmente depois da divulgação de detalhes das movimentações das contas de seus parentes na Suíça, investigada pela Operação lava Jato. A representação entregue pelo PSOL e pela Rede ao Conselho de Ética da Câmara, nesta semana, conta com 48 assinaturas.
De acordo com os últimos levantamentos da TV Câmara, o programa está entre os três com maior audiência da TV Câmara, ao lado de Brasil Caipira e Câmara Ligada.
O programa é o que tem a linha mais popular da grade já que o público participa com perguntas e comentários a partir de links espalhados por Brasília ou em outras capitais. O formato ainda permite participações por e-mail, pelo telefone gratuito da Câmara e pelas redes sociais por meio do twitter ou facebook. No estúdio, dois convidados participam dos debates e um deputado é ouvido pelo telefone.
Créditos da foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Produtor musical e diretor de shows, Miele sai de cena – aos 77 anos – no Rio

♪ Luiz Carlos Miele (31 de maio de 1938 – 14 de outubro de 2015) nasceu em São Paulo (SP), mas tinha uma alma tão carioca que seu último disco – Bem-vindo ao Rio(Discobertas, 2011), assinado com o trio do pianista Alberto Chimelli e lançado há quatro anos – foi um cartão-de-visitas musical, pautado pelas bossas do Rio de Janeiro (RJ), cidade na qual Miele saiu de cena na manhã de hoje, aos 77 anos, vítima de ataque cardíaco. Pioneiro multimídia, Miele foi ator, apresentador de TV, cantor e compositor, entre outras atividades. Contudo, na história da música brasileira, seu nome fica mais relevante na área da produção e direção de shows e programas musicais da TV brasileira. Ao formar dupla com Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994) nos anos 1960 e 1970, Miele se tornou nome fundamental na arquitetura de shows de cantores como Elis Regina (1945 – 1992), Roberto Carlos e Wilson Simonal (1938 – 2000). Com Elis, Miele chegou a assinar o disco ao vivo Elis no Teatro da Praia com Miele & Bôscoli(Philips, 1970). Neste espetáculo que alternou músicas e piadas, Miele dividiu o palco com Elis. No palco (estava em cartaz com o show Contador de histórias), à frente das câmeras de TV ou nos bastidores, Miele cruzou seu caminho com o da música brasileira tantas vezes que é difícil recontar a história dessa música sem citar o nome do versátil  artista multimídia.

Como São Paulo desorganiza o ensino?

Nos anos 70, como estudante, terminei o colegial exatamente no último ano do funcionamento da minha escola como instituição de ensino médio. Ela caiu na “reorganização” da época, que visava realizar o que estava na LDBN 5692/71. Foram fechadas as escolas, o ensino passou a ser só técnico-profissional. Foi o caos. Em 1978 o próprio […]

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8 dicas para alcançar o sucesso

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publicado na Veja

Ter paixão pelo que faz

Essa característica é a principal, segundo o autor, que cita o exemplo de astros do esporte, como Tiger Woods, que sempre souberam, desde a infância, o que queriam fazer para o resto da vida. Como a maioria das pessoas não tem essa mesma sorte, St. Johns recomenda que façam a si mesmos a seguinte questão: ‘Você faria o seu atual trabalho, mesmo sem ganhar nada por isso?’. Se a resposta for sim, a vocação está correta. “Siga seu coração, não a sua carteira”, diz.

Se divertir trabalhando

Todas as pessoas entrevistadas pelo autor afirmaram que trabalham muitas horas por dia. Mais de 12 horas, em alguns casos, como o de Oprah Winfrey, que relatou a St. Johns que há dias em que ela sequer consegue ver o sol. O autor afirma que não são as longas horas de trabalho que afetam negativamente a vida das pessoas, mas sim o fato de trabalharem sem qualquer diversão. Ele chegou, inclusive, a uma proporção curiosa: 80% do tempo trabalhado deve ser divertido, enquanto 20% deve ser de períodos de alta concentração e seriedade.

Ter foco

Ter foco é importante para que se consiga desenvolver bem uma determina expertise, segundo o autor. “Sucesso significa se especializar e focar em uma coisa, e não tentar abraçar tudo”, diz. Ter foco é diferente de se limitar, diz o autor. Segundo ele, é importante começar a carreira de forma ampla, testando todos os campos, e depois afunilar e aprimorar a expertise. Ele usa o exemplo de Warren Buffett, que afirmou que colocar dinheiro em muitas coisas é uma maneira de investir à la ‘arca de Noé’ — que significa que, no fim, termina-se com um zoológico, não com um patrimônio.

Sair da zona de conforto

É preciso forçar os limites em tudo o que se faz na vida, disse o bilionário Richard Branson ao autor. É preciso vencer muitos tipos de limites, como a timidez, as dúvidas e o medo. Para sair da zona de conforto, ele dá sete dicas: ache um objetivo para te empurrar, encontre o desafio, comprometa-se com um deadline, comprometa-se com autodisciplina, faça com que a concorrência te estimule a ir mais longe, ou que os outros sirvam de estímulo para as suas metas, desde que estejam mais adiantados. Ache, se preciso for, um algoz para te fazer avançar e um mentor para te apoiar nos momentos de fraqueza.

Ter ideias

Segundo o autor, a criatividade necessária para prosperar no mundo dos negócios é a mesma que se faz presente nas artes. Segundo ele, uma forma de manter a chama da criatividade sempre acesa é não temer perguntar e tampouco ouvir. Ele diz ainda que devemos agradecer aos problemas, pois graças a eles desenvolvemos a criatividade para ter grandes ideias.

Buscar melhorar cada vez mais

A busca da perfeição, diz St. Johns, também leva ao sucesso. E, neste caminho infindável, o que se aprende necessariamente faz com que as qualificações de qualquer um melhorem de maneira exponencial. Ele aconselha, ainda, que as pessoas direcionem seu foco aos pontos fortes, não aos fracos. “Não tem problema ser ruim em várias coisas, se você for bom em uma”, diz.

Inspirar as pessoas

É importante, segundo o autor, perguntar a si mesmo para que servimos, o que podemos oferecer à sociedade. Uma vez que um indivíduo encontra sua função, é mais fácil saber como inspirar os demais. Ele cita o exemplo de Martha Stewart, que dominava como poucas a arte da arrumação. E, ao transformar isso em sua profissão, ensinou e inspirou milhares de mulheres a transformarem suas casas em lugares melhores. Diz St. Johns: ‘Tenha em foco as pessoas que você quer ajudar com o seu trabalho. Faça o que ama. Sirva os outros com o seu trabalho. E receba dinheiro em troca’.

Persistir sem medo de falhar

Não há sucesso instantâneo que seja duradouro. Segundo as pesquistas de St. Johns, leva, em geral, dez anos de trabalho duro para que se atinja o sucesso. Um exemplo, segundo ele, é o de Steven Spielberg, que tinha os direitos de A Lista de Schindler dez anos antes de produzir o filme. Tudo porque, antes, não se sentia pronto para a empreitada. Neste percurso, falhar é inevitável. Mas St. Johns aponta que, por trás de um fracasso, há uma escolha: deixar que ele seja a sua escola ou o seu funeral.

Cinefrases em neon

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Ícones do texto cinematográfico iluminados.

A plataforma diária de referências cinematográfica chamada Popcorn Garagedesenvolveu um tumblr bem interessante para transformar célebres citações do clássicos da sétima arte em GIFs em forma do placas de neon.

A linguagem é sempre a mesma. Fundo preto com uma parede de tijolos ao fundo e um movimento que faz alusão a uma cena que representa um filme como Star Wars, James Bond, Pulp Fiction e uma centena de outras obras que se tornaram culto.

O diferencial está também nos letreiros e tipografia usada para cada GIF. E aí, qual é o seu favorito? Há versões em francês e inglês das frases confira aqui.

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