Lavenère vai ao STF contra arquivamento do pedido de impeachment de Gilmar Mendes por Renan Calheiros – Debate Progressista

Marcelo Auler – Se o ministro Gilmar Mendes imaginava que seus problemas na semana que se encerra se resumiriam à mal explicada carona no voo presidencial par

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Jean Wyllys: ‘Poucos no atual governo estão a salvo do Whatsapp de Eduardo Cunha’ – Debate Progressista

Uma sequência de mensagens recuperadas do celular de Eduardo Cunha e atualmente em poder da polícia federal dão conta, não para surpresa de qualquer pessoa,

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Paris pede a Trump que evite iniciativas unilaterais sobre o Oriente Médio | Internacional | EL PAÍS Brasil

Netanyahu afirma que está mais voltado para o futuro que se aproxima com a Presidência de Trump

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Diário do Centro do Mundo O que você aprende com a espetacular ruptura entre Janot e Aragão. Por Paulo Nogueira

O que você deve esperar de um homem a quem você manda calar a boca? Tudo — exceto que cale a boca. É o que se viu, mais uma vez, no episódio que opôs Rodrigo Janot e Eugênio Aragão. O caso está relatado no Estadão de hoje numa excelente reportagem de Luiz Maklouf. A rigor, Janot não mandou Aragão calar a boca. Disse, num email, que colocasse a língua no palato. Que diabo é isso? — se perguntou Aragão, segundo o relato de Maklouf. Língua no palato? Bem, que podia ser senão um calaboca? Tente falar com a língua no palato. Eram velhos amigos. Poucas coisas são mais melancólicas que a ruptura de antigas amizades. Mas esta teve um lado cômico, também. Aragão foi ao escritório de Janot pedir satisfação, ou coisa parecida. “Você veio aqui me chamar de traíra?” — perguntou Janot, depois de submeter o ex-camarada a uma espera de quarenta minutos. De traíra não, devolveu Aragão. “De desleal.” Se alguém souber a diferença entre entre ser traíra e ser desleal favor me avisar, por favor. Aragão, conta Maklouf, soubera que vazamentos da Lava Jato tinham partido da PGR de Janot. A conversa se incendiou quando o nome de Lula veio à baila. Janot, sempre de acordo com o artigo de Maklouf, disse que Lula é um “bandido como todos os outros”. Ficou claro, aí, que Janot jamais perdoou Lula por tê-lo classificado como “ingrato” na conversa com Dilma gravada e vazada por Moro, numa das últimas etapas do golpe. Ao levar a história a um jornalista do Estadão, Aragão mostrou o quanto está indignado com o comportamento de Janot. Você tem que estar com muita raiva de alguém para fazer o que Aragão fez. Ele não tomou nenhum cuidado para que o leitor não soubesse qual era a fonte da bomba. Ele queria que as pessoas soubessem que a fonte era ele. Melhor: ele queria que Janot soubesse que o vazamento partira dele. Vazamento se paga com vazamento: eis um exemplo acabado de vendetta. O objetivo de Aragão foi plenamente alcançado. O homem que aparece na reportagem é um desequilibrado, um desvairado, inconsequente o bastante para não apenas chamar Lula de bandido — mas para mandar Aragão para a puta que o pariu. Compostura e equilíbrio é o mínimo que se espera de um procurador geral da República. Janot demonstrou despreparo mental para o cargo que exerce, ainda mais num momento tão dramático. Fora tudo isso, cometeu o pecado de julgar e condenar Lula antes que a Justiça oficialmente se manifeste. Neste caso, faria bem em manter a língua no palato.

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