FERNANDO HORTA FALA…

Tenho recebido enxurradas de inbox com ofensas, perguntas e etc. Assim respondo de uma vez:

Amigo, eu não sou petista. Eu estou petista. E essencialmente por 5 razões:
1) Não há quadro político melhor, no momento, do que Lula. Não só pelo que já fez, mas por ser honesto. Esta última verificação eu agradeço à PF e ao juiz Moro. Antes da perseguição insana deles eu tinha dúvidas sobre a honestidade do Lula. Depois de mais de 3 anos de violência institucional contra ele sou obrigado a reconhecer que é honesto. Eu e quase metade do Brasil, por isto ele cresce nas pesquisas.
2) Ninguém tem a capacidade de conciliação de Lula. Se eu quisesse revolução estaria em grupo armado, se quisesse manter tudo como está estaria compartilhando meme do mbl e fazendo propaganda da direita.
3) Como valor de vida, não compactuo com desigualdade e fome. Só um chefe do executivo, em 500 anos, atacou estas duas coisas e foi bem sucedido.
4) Lula tem mais de 24 títulos de doutor honoris causa pelo mundo e mais de 80 prêmios. Confio mais na diversidade, no distanciamento e na competência de quem ofereceu estes prêmios do que de quem o chama de “nine” ou “lulaladrão”.
5) A onda de fascismo que assola o mundo e o Brasil não nos permite ficar jogando com possibilidades. É preciso ganhar a próxima eleição se quisermos reverter o caos que está aí. Não é hora de apostar.

LAERTE COUTINHO FALA….

Viva o Primeiro de Maio!!

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Fepesp – Federação dos Professores do Estado de SPCurtir Página

10 h ·

PRIMEIRO DE MAIO:
ESPERANÇA, INDIGNAÇÃO E CORAGEM

Este primeiro de maio de 2017 significa a retomada de uma grande luta pelos trabalhadores de todas as categorias. Na sexta feira, 28, mostramos nossa unidade. Mostramos nossa indignação e dissemos um sonoro ‘não’ aos interesses que desejam levar o Brasil de volta ao século 19, a um país submisso e dependente. Não é esse o país que queremos. Não é esse o destino que desejamos para nossas futuras gerações.

A linha de frente iniciada pelos professores e encampada com unidade em todo o país, pela rejeição das reformas perversas, mostra o caminho.

Por isso, agora, fomos buscar um símbolo que nos animou em um tempo ainda mais sombrio, quando o arrocho campeava e tínhamos liberdades cerceadas pelo regime militar. Em 1980, a inspiração de Laerte, cartunista genial, vislumbrou no 1º de Maio o nascimento de um novo dia. E, com a mão certeira de Jaime Prades, artista que embelezou os muros da cidade com poemas gráficos, foi criado este símbolo cheio de energia, mas tão simples que pode ser copiado por todos nós no muro de casa, na praça pública, no nosso imaginário.

Nosso primeiro de maio é de luta e de esperança. E como teria dito um dia o filósofo que entrou para a história como Santo Agostinho, “a Esperança tem duas filhas lindas, a Indignação e a Coragem; a Indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão, a Coragem a mudá-las.”

PABLO VILLAÇA FALA….

Neste exato momento, há um jovem chamado Matheus Ferreira da Silva ligado a máquinas que o ajudam a respirar enquanto seu rosto, inchado pelos golpes que recebeu e pela cirurgia feita às pressas para salvá-lo, permanece semioculto por imensas bandagens.

Matheus estava desarmado. Correndo para evitar a pancadaria que a PM distribuía em um número de manifestantes que não chegava perto daquele formado por policiais, o rapaz subitamente foi atingido de surpresa na testa pelo cassetete de um policial militar.

O cassetete se partiu ao meio, tamanha a ferocidade do agressor supostamente pago para proteger a população.

Matheus teve traumatismo cranioencefálico, ainda corre o risco de morrer e – caso sobreviva – pode sofrer sequelas que o acompanharão pelo resto da vida.

Enquanto isso, o indivíduo que o enviou para a UTI ainda não foi identificado por seus superiores embora as imagens exibam seu rosto claramente. E mesmo que seja identificado, o mais provável é que sofra o mesmo tipo de processo das centenas de policiais que massacraram inúmeros manifestantes em 2013: nenhum.

Agora imaginem o que ocorre nas favelas brasileiras e que diariamente passam pela brutalidade policial sem qualquer registro em vídeo que possa inibir a violência. Se diante das câmeras a PM age assim, o que ocorre longe destas é a pura barbárie.

Resquício da ditadura, a corporação, na prática, segue como braço armado do Estado para reprimir qualquer um que ouse questioná-lo, atuando também como símbolo dolorido da opressão econômica. É algo que vem de cima para baixo; uma lógica perversa que transforma o que deveria ser uma defesa do cidadão em um recurso para mantê-lo calado e passivo diante das injustiças cotidianas.

Aliás, de um ponto de vista puramente semiótico, é curioso notar como a imagem que traz o PM tentando matar Matheus (e é possível que sua tentativa ainda seja bem-sucedida) inclui, presa a um semáforo ao fundo, uma placa de sinalização que aponta ser proibida a conversão à esquerda.

O que vivemos hoje no Brasil, com a PM repressora, com um congresso dominado por bandidos que querem tirar os direitos do povo, com um judiciário tomado por figuras como a que quis proibir os trabalhadores de irem à Av. Paulista no Dia do Trabalhador, com uma mídia que não tem vergonha de identificar o PM criminoso como “homem trajado com uniforme de policial” e com um “presidente” que serve aos interesses da elite econômica e cobra fidelidade dos golpistas que o colocaram no poder é uma ditadura.

Uma ditadura que, cada vez mais, se aproxima, em termos de violência, daquela que a partir de 1964 quase destruiu toda uma geração. E que só tende a piorar.

GEORGE MARQUES FALA…

Ainda repercute a má cobertura da imprensa sobre a greve geral de 28 de abril. Paula Cesarino, ombdusman da Folha, uma espécie de ‘síndica” do condomínio criticou hoje a má cobertura da jornal, que se preocupou em comprar a versão do governo sobre as paralisações.

Publicamente o Planalto busca minimizar o impacto da greve. No entanto, nos bastidores avalia que as paralisações tiveram sim um impacto expressivo na opinião pública e que tem potência para afetar a imagem de um governo trôpego e frágil.

Em bom português, parte da ‘grande’ imprensa comprou a narrativa do governo para enfraquecer a greve. Interessados na aprovação das reformas, houve pressão do empresariado que sustenta grandes jornais.

Portanto, a crítica de Cesarino soa completamente vazia quando escancara o óbvio. A Folha sabe fazer bom jornalismo, mas não o fez por compor junto ao Grupo Globo e o Estadão a trinca de defensores das reformas alinhadas aos interesses dos patrões.

Apesar do chapabranquismo da Trinca, veículos independentes como The Intercept Brasil, BBC, El País, Mídia Ninja, entre outros foram às ruas cobrir os atos e apresentar o que estava acontecendo no país. Ou seja, não é só uma questão de linha editorial o tropeço na cobertura dos ‘grandes’ jornais.

A curiosidade observada nessa suruba empresarial-midiática é um governo com 4% de aprovação (96% o rejeitam) conseguir vender uma narrativa para enfraquecer movimento da classe trabalhadora e parte da imprensa comprá-la.

Reitero e repito: vandalismo está para além de quebrar vidraças ou fechar ruas em protestos. Corroborar propostas que de tabela enfraquecem os direitos da classe trabalhadora também é uma forma de vandalismo.

Doria proíbe 1º de Maio e CUT na Paulista, Justiça libera | Jornalistas Livres

A CUT (Central Única do Trabalhadores), chamou um ato em “comemoração” ao 1º de Maio (segunda-feira), Dia do Trabalhador e Trabalhadora, na Av. Paulista. Tal evento contaria com a presença de Leci Brandão, MC Guimê e Emicida.  João Dória, que só deve ouvir Lobão, apreciar quadro do Romero Brito e assistir filme do Frota, mandou cancelar. Mas perdeu no tribunal.

Fonte: Doria proíbe 1º de Maio e CUT na Paulista, Justiça libera | Jornalistas Livres