Wagner: o dia em que o golpe foi desmascarado | Brasil 24/7

O ex-ministro Jaques Wagner (PT) afirmou que as conversas entre o senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, divulgadas nesta segunda (23), pela Folha, “revelaram, de forma cristalina, as lamentáveis razões que levaram aos afastamento da presidente Dilma Rousseff”; segundo ele, hoje, 23 de maio de 2016, “entrará para a História como o dia em que o golpe contra Dilma foi definitivamente desmoralizado, desmascarado”; Wagner ainda ressaltou que “é sempre tempo de lutar para recolocar no poder a única pessoa q possui legitimidade para governar o país: Dilma Rousseff”

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Temer elogia Jucá: competente e dedicado | Brasil 24/7

O presidente interino Michel Temer disse que o ex-ministro do Planejamento Romero Jucá, que pediu afastamento nesta segunda (23), continuará auxiliando o governo no Congresso após deixar o cargo; “Registro o trabalho competente e a dedicação do ministro Jucá no correto diagnóstico de nossa crise financeira e na excepcional formulação de medidas a serem apresentadas, brevemente, para a correção do déficit fiscal e da retomada do crescimento da economia. Conto que Jucá continuará, neste período, auxiliando o governo federal no Congresso de forma decisiva, com sua imensa capacidade política”, disse Temer na nota

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Cotado para substituir Jucá, Serra antecipa volta de Buenos Aires | Brasil 24/7

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou nesta segunda (23) que não sabia que seu nome estava sendo cogitado para substituir o de Romero Jucá no Ministério do Planejamento; no entanto, ele antecipou seu retorno de Buenos Aires, que estava previsto para ocorrer só na terça-feira; “Não estou sabendo. Não há tal coisa. Não vou dizer ‘não, não aceitaria’, porque supõe-se que isso teria sido cogitado. Não creio que isso tenha sido cogitado”, disse

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Diário do Centro do Mundo Vazamento de conversa é atribuído ao próprio Sergio Machado

Circula em Brasília que o responsável pela gravação das conversas entre o ministro Jucá e o ex-presidente da Transpetro (Petrobras Transporte) Sérgio Machado é o próprio Machado. Ele chegou pelas mãos de Renan Calheiros à Transpetro, maior processadora de gás natural do Brasil. Filho de uma família tradicional de Crateús, no Ceará, 70 anos,  Machado está negociando uma delação premiada com a Lava Jato, e a gravação seria parte do acordo. Ele coordenou a campanha de Tasso Jereissati a governador do Ceará em 1986 e após a vitória foi nomeado Secretário de Governo.  Depois coordenou a campanha vitoriosa de Ciro Gomes à prefeitura de Fortaleza em 1988. No início de 1990 ingressou no PSDB e foi eleito deputado federal em outubro. Em 1992 votou pelo impeachment de Collor.  Foi eleito senador em 1994 , e votou a favor da reeleição para presidente em 1997. Líder de seu partido no Senado Federal, retornou ao PDMB em outubro de 2001. No ano seguinte foi o terceiro colocado na disputa pelo governo do Ceará, vencida por Lúcio Alcântara em segundo turno. Machado ficou entre 2003 e 2011 na Transpetro, da qual saiu depois de ter sido vinculado a irregularidades na Lava Jato.

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Diário do Centro do Mundo Caciques do PMDB temem ter sido gravados por Sérgio Machado

Do G1:   A revelação de uma conversa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, passou a gerar um clima de apreensão em Brasília. Caciques do PMDB, e até mesmo do PSDB, avaliam que podem ter sido gravados por Machado para que ele negociasse um acordo de delação premiada junto à Procuradoria Geral da República. Dentro da Lava Jato, não seria o primeiro caso de gravações pessoais. Isso aconteceu quando Bernardo Cerveró gravou o agora senador cassado Delcídio do Amaral em um diálogo que levou o ex-petista à prisão; e quando um assessor de Delcídio gravou o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Machado era próximo da cúpula do PMDB no Senado, inclusive do presidente da Casa, Renan Calheiros (AL). Segundo caciques peemedebistas, a proposta de Sérgio Machado para uma reunião com Jucá, Renan e o ex-presidente José Sarney também poderia ter sido gravada caso tivesse sido aceita pelos participantes. Alguns senadores do PMDB agora temem que o teor das conversas com Sérgio Machado sejam divulgados.

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Diário do Centro do Mundo Wikileaks: Jucá disse à embaixada dos EUA que Aécio era seu candidato “favorito”

Da Pública:   Em 2009, o atual ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR) admitiu, durante conversa com Lisa Kubiske, conselheira da embaixada dos EUA em Brasília, que embora seu partido houvesse fechado aliança com o PT para a disputa das eleições presidenciais de 2010, preferia o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao da então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, já cotada como candidata petista. As informações constam em arquivo revelado pela plataforma Wikileaks em novembro de 2010. Enviado em 10 de setembro daquele ano a Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana à época, o documento, classificado como confidencial, é intitulado “Aliança de Lula com o PMDB: mais problemas do que ganhos?” e trata, como sugere o nome, das articulações entre a legenda e o ex-presidente. Segundo Kubiske, durante o encontro, o peemedebista “passou cinco minutos reclamando sobre a fraqueza de Dilma enquanto candidata”. “O senador Jucá admitiu que a lealdade de seu partido estava dividida entre Dilma, Serra e seu nome pessoalmente favorito, Aécio Neves do PSDB, que ele gostaria de atrair para o PMDB como candidato presidencial”, reporta a diplomata norte-americana. (…) Em outro telegrama vazado pelo Wikileaks, de 21 de outubro de 2009, Jucá é citado por Kubiske como uma das fontes da embaixada dos EUA no Brasil. O então senador teria dito que a filiação de Henrique Meirelles – naquele período presidente do Banco Central e atual ministro da Fazenda – ao PMDB, pouco menos de um mês antes, confirmaria os rumores de que ele seria um “potencial vice-presidente” para Dilma. A diplomata assinala, porém, que Michel Temer, à época presidente da Câmara dos Deputados, era quem provavelmente comporia a chapa com a petista. Em 23 de março de 2005, John Danilovich, então embaixador dos EUA no Brasil, escreveu um pequeno perfil de Jucá, que assumia o Ministério da Previdência Social do governo Lula. Danilovich informa que o peemedebista “tem sido alvo de diversas acusações de corrupção ao longo dos anos”. Narra que Jucá desviou verba de um fundo de assistência social de Roraima, retirou recursos públicos destinados a projetos de construção civil no mesmo estado e permitiu desmatamento em terras indígenas enquanto presidente da Funai. De acordo com o relatório da Comissão Nacional da Verdade, Jucá é “responsável pelo massacre de centenas de yanomamis” em consequência das epidemias levadas pelos garimpeiros que entraram em terras indígenas com a autorização do então presidente da Funai. Recentemente o senador também apresentou projetos de lei flexibilizando o licenciamento ambiental e abrindo as terras indígenas à exploração econômica.

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Diário do Centro do Mundo Quem está sitiado no Brasil é Temer — e não Dilma no Alvorada. Por Kiko Nogueira

Fica claro que, ao contrário do que se noticiou nos últimos dias sobre um isolamento forçado de Dilma no Palácio da Alvorada, quem está sitiado é Michel Temer. Sua casa no Alto de Pinheiros, em São Paulo, ganhou no domingo, dia 22, um acampamento do MTST de Guilherme Boulos. Os ativistas foram convidados a se retirar à base de bombas de efeito moral, jatos d’água e muita porrada da PM de São Paulo. Boulos pediu que as mulheres, crianças e velhos voltassem para casa. Os homens continuaram ali. As imagens transmitidas pela Mídia Ninja eram de um filme parecido com o que vimos em 2013. Saíram, mas Boulos avisou que voltariam, o que ocorreu. Covarde, Temer havia antecipado a viagem a Brasília. Para quê? Como aquela quadra sobre o gaúcho, para nada. Na segunda, 22, quando foi ao Congresso entregar a Renan Calheiros a proposta de revisão da meta fiscal para o ano, foi recebido aos gritos de “golpista”. Cercado de seguranças, olhando para os lados, sem responder a perguntas dos repórteres sobre a gravação de seu comparsa Romero Jucá, era um anão retraído, de passo apressado. Estava acompanhado do alto comando do golpe, os ministros Henrique Meirelles, da Fazenda, Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil). “Temer, Cunha e Jucá, cadeia neles já”, gritaram os manifestantes. Jucá se “licenciou” pouco depois de um editorial inacreditável do Globo exigindo a Temer sua cabeça. Pau mandado que é, Michel aquiesceu. Ainda assim, Jucá afirma que o interino lhe falou para permanecer no cargo. É uma solução meia boca de um governo que, em dez dias, tem como marca a corrupção, a conspiração, as trapalhadas e o vai e vem. Falta um último recuo, o definitivo, que é a defenestração do chefe e a restauração da democracia. Enquanto isso não acontece, Eduardo Cunha continua mandando, fazendo e desfazendo, e Michel Temer segue escondido, tentando evitar qualquer tipo de manifestação pública que não seja por meio de seus porta vozes na Globo.   Michel Temer é recebido aos gritos de “golpista” no Congresso, em manifestação organizada por petistas pic.twitter.com/Whu94kM7h4 — Congresso em Foco (@congemfoco) 23 de maio de 2016

Fonte: Diário do Centro do Mundo Quem está sitiado no Brasil é Temer — e não Dilma no Alvorada. Por Kiko Nogueira